Usualmente o termo socialismo é usado como sinônimo de comunismo. Será que socialismo e comunismo são a mesma coisa? Há algumas diferenças conceituais como veremos.
O comunismo é uma sociedade sem classes sociais, sem estado e uma sociedade altamente desenvolvida, tanto no setor tecnológico como no setor produtivo, permitindo assim que o princípio "de cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades" possa ser atendido.
Só que não é possível atingir tal sociedade da noite para o dia. A insuficiência no desenvolvimento das forças produtivas, a herança material e cultural ainda não o permitem. Para que se chegue ao comunismo são necessárias etapas anteriores de transição:
A transição do capitalismo ao Socialismo, que é a etapa da Ditadura do Proletariado, caracterizada pela sobrevivência do capitalismo em importantes países, sobrevivência parcial da produção mercantil e da economia monetária, da existência de várias classes e camadas sociais nas áreas rurais dos países que estejam sob a ditadura do proletariado. Portanto nesta etapa é necessário um Estado para defender os interesses dos trabalhadores contra todos que defendam a volta ao sistema capitalista. Este estado deverá ser norteado pela democracia operária, onde os trabalhadores, em conselhos populares(Sovietes), decidem tudo sobre a vida política do país. Foi essa a etapa ocorrida na URSS, e que por diversos problemas acabou não seguindo a trilha do socialismo.
A etapa do socialismo, que se caracteriza pelo início da desaparição do estado, pelo desaparecimento das classes sociais, pela extinção da economia mercantil monetária, e pelo fim do capitalismo e implantação do socialismo em todo o mundo. Contudo, durante a etapa socialista, o salário de cada um continuará sendo calculado em função da quantidade de trabalho prestado à sociedade (o trabalho alienado).
As diferenças fundamentais entre a etapa do comunismo e a etapa do socialismo são o fim completo do estado, e a aplicação integral do princípio : "De cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades" e o fim do trabalho alienado.
Resumindo, o Socialismo é a etapa de transição ao comunismo, sendo assim também podendo ser chamada de etapa inferior do Comunismo. Essa etapa nunca foi atingida na nossa sociedade, sendo portando incorreto afirmar que já existiu um país socialista.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
O Dia D - a batalha que poucos conhecem
O horror e as cenas das primeiras horas do desembarque tornaram-se parte de um mito hollyoodiano. Balsas superlotadas chegando sem parar, homens lutando para se livrar de minas e praias varridas pelo fogo inimigo, enquanto tentavam “estabelecer uma cabeça de ponte”, (jargão militar que significa uma base avançada em uma invasão desse escalão). Menos familiar, no entanto, foi a guerra secreta travada por trás da operação Overload; um embate tão confidencial que até hoje muitos dos seus detalhes continuam pouco conhecidos, envolvendo medidas e contramedidas, sendo ainda uma guerra travada na fronteira do conhecimento secreto. Os alemães já haviam encontrado uma trilha nesse sentido, e os ingleses, juntamente com os americanos tentavam segui-la.
Os alemães sabiam que a invasão era iminente, e o mais famoso comandante do III Reich, o marechal-de-campo Erwin Rommel (a raposa do deserto, como era conhecido), tinha sido encarregado de organizar a construção da muralha do Atlântico com defesas na França. Para manter a incerteza até o último minuto foi lançada a operação Fortitude, cujo objetivo era o de persuadir o inimigo de que o desembarque ocorreria no Passo de Calais em vez das praias normandas. Primeiro, foi inventado um tráfego de mensagens a rádio, para todo um exército fantasma baseado no sudeste da Inglaterra e cujo comando estava a cargo de um dos mais temidos generais americano, George S. Patton Jr. Depois, especialistas em radares também se uniram ao plano para dar-lhe ainda mais credibilidade. O primeiro passo foi pôr fora de combate quase todos os equipamentos de detecção alemães, instalados na costa noroeste da França. A exceção foi um grupo de doze radares, deixados intactos para que pudessem “enxergar”, a movimentação dos navios aliados na região.
Quando o general americano Dwight Eisenhower, comandante supremo das forças na invasão reuniu-se com o seu estado maior, no dia 4 de junho para decidir o início da operação, já tinha diante de si a informação mais importante naquele momento. Graças ao processamento rápido das informações, o alto comando tinha a certeza de que Rommel e os seus exércitos não só continuavam sem noção sobre onde ou quando se daria o desembarque, como ainda acreditavam que a ação transcorreria no porto de Calais, rota mais curta entre a Inglaterra e a França. Devido ao mau tempo que precedeu imediatamente o inicio da invasão, os alemães foram completamente tomados de surpresa. Eles acreditavam que a invasão seria impossível com aquele tipo de clima não favorável. Por esta razão, vários comandantes de divisão da Alemanha, responsáveis pela defesa de partes da costa estavam ausentes, participando de uma conferência sobre jogos de guerra. Rommel estava em Berlin, festejando o aniversário da esposa e visitando Hitler. Em conseqüência disso, é que de início a reação alemã aos desembarques foi confusa e descoordenada. Somente na praia de Omaha é que os invasores encontraram dificuldades reais, pois deram com uma divisão alemã que os oficiais do serviço de inteligência aliado só localizaram quando já era tarde demais para mudar o plano de desembarque. Pelo final do dia 6 de junho, já era evidente que o primeiro dia da operação fora bem sucedido. Mesmo na praia de Omaha, os invasores se encontravam bem firmes. Contra 2500 baixas, os aliados tinham na França mais de 23000 soldados aeroterrestres, cerca de 57000 soldados de infantaria americana e 75000 britânicos, canadenses, australianos e neo zelandeses. Eles haviam vencido a primeira e mais difícil barreira da operação Overload.
Os aliados venceram um desafio; provavelmente o maior de todos. Imperturbáveis no seu comando, conseguiram executar o mais dramático acontecimento da Segunda Guerra Mundial, a operação Overload. Uma manobra que atestou a capacidade de todo grande soldado. O que Churchill chamou de “a operação mais difícil e complicada já realizada”, foi um sucesso absoluto.
Bibliografias:
1) Thompson, R. W. _ O dia D_ Ponta de lança da invasão. Ed. Rennes, 1973, Rio de Janeiro. RJ.
2) Young, Peter_ Comandos_ Os soldados fantasmas. Ed. Rennes, 1975, Rio de Janeiro. RJ.
3) Blumensom, Martim_ Eisenhower. Ed. Rennes, 1976, Rio de Janeiro. RJ.
Filmes:
1) Casablanca;
Filme em preto em branco que mostra a principal cidade marroquina, quando se deu a dominação nazista, sob auspicio francês.
2) O resgate do soldado Ryan;
O filme mostra um grupo de soldados que recebe a missão de encontrar James Ryan, um pára-quedista da 101°, que saltou no dia D e cujos os três irmãos foram mortos na guerra, e leva-lo de volta para casa. A seqüência da abertura mostra com bastante realismo, o assalto a praia de Omaha, com Tom Hanks e dirigido por Steven Spielberg.
Internet:
Filme em preto em branco que mostra a principal cidade marroquina, quando se deu a dominação nazista, sob auspicio francês.
2) O resgate do soldado Ryan;
O filme mostra um grupo de soldados que recebe a missão de encontrar James Ryan, um pára-quedista da 101°, que saltou no dia D e cujos os três irmãos foram mortos na guerra, e leva-lo de volta para casa. A seqüência da abertura mostra com bastante realismo, o assalto a praia de Omaha, com Tom Hanks e dirigido por Steven Spielberg.
Internet:
O PAPEL DA MULHER COMUNISTA NA SOCIEDADE ATUAL
Desde que as principais cidades européias começaram a ser tomadas pela revolução das indústrias, iniciou-se o processo violento de inclusão das mulheres no mercado de trabalho. A luta de classes, patrão versus empregado, era também delas. Todavia nem sempre os movimentos de esquerda sanaram os problemas de gênero. Muitas vezes a exclusão feminina chegou a infectar os movimentos mais progressistas. Entretanto, desde a Revolução Inglesa (século XVII) que os cristãos mais inovadores, como quakers e diggers, vinham pregando a inclusão da mulher tanto nos movimentos sociais como na sociedade em geral.
Os séculos passaram e as lutas de classes, de gêneros, de etnias, enfim, as lutas sociais, não frearam. A construção do socialismo científico apontou que se solucionariam os principais problemas sociais pondo fim às contradições econômicas. Porém nunca se permitiu intensamente a entrada da mulher nessas discussões. Faz-se obrigação pensar qual seria o papel da mulher comunista nos dias de hoje.
É importante notar que, na atual conjuntura, não existe mais um grande bloco socialista, passando assim a falsa impressão de triunfo do sistema do capital. Uma ideologia dominante aponta que de agora em diante só é possível fazer mudanças sobre o próprio sistema capitalista. Até mesmo movimentos e partidos comunistas têm se adaptado a propostas reformistas e sua militância tem sido ora arrefecida, ora esvaziada. As mulheres ainda estão em pequeno número nos partidos e movimentos sociais, salvo raras exceções.
Aos insatisfeitos com esse sistema altamente predatório, resta tomar para si ideologias que sirvam de arma para derrubá-lo. Enquanto houver capitalismo haverá competição econômica, individualismo, exploração de um sobre o outro. O que dá origem a mazelas como sexismos, racismos e etnocentrismos. O capitalismo é um sistema de intolerância onde somente o mais forte economicamente consegue sobreviver.
Sendo assim, cabe ao militante de esquerda livrar-se do medíocre contentamento apenas com reformas, seu objetivo final deve ser sempre a derrubada de todos os pilares do sistema e a construção de uma sociedade baseada no coletivismo.
O militante comunista deve ter em si o eterno fervor das lutas de classes, fazendo com que seus entes mais próximos estejam contagiados pela possibilidade de destruir esse sistema de opressão em uma árdua batalha. Através de um processo de conscientização popular, onde a mulher tem papel importantíssimo, far-se-á com que a alienação seja afastada, dando consciência de classe aos oprimidos.
Integrar a mulher não significa masculinizá-la. Pelo contrário, deve se objetivar torná-la consciente de sua feminilidade. Homens e mulheres devem construir uma sociedade de cooperação entre os gêneros, deixando de existir uma relação de superioridade e inferioridade entre os sexos. Finalmente obter-se-á uma convivência onde um se torna complementar ao outro.
Essas são as principais tarefas da mulher comunista atual:
- Exigir melhores condições de trabalho e igualdade salarial diante do homem (não esquecer que essas mudanças são temporárias já que seu objetivo final é alcançar o fim da relação patrão versus empregado).
- Realizar a manutenção do pensamento de justiça e igualdade de direitos dentro de sua casa, educando seus filhos com a mentalidade voltada para a cooperação entre homem e mulher.
-Levar a ideologia defensora de uma sociedade sem classes e sem preconceitos para a faculdade, igreja, encontros com amigos etc.
Como pode-se perceber é obrigação da mulher comunista ser vanguarda entre os cidadãos. Estar inteiramente envolvida na política de seu país e ter como prática cotidiana a luta pelo fim não só da alienação feminina, bem como o fim de todo tipo de alienação. Assim será dado o primeiro passo para que seus filhos nasçam em uma sociedade que não suporte mais a exploração de um humano pelo outro.
Os séculos passaram e as lutas de classes, de gêneros, de etnias, enfim, as lutas sociais, não frearam. A construção do socialismo científico apontou que se solucionariam os principais problemas sociais pondo fim às contradições econômicas. Porém nunca se permitiu intensamente a entrada da mulher nessas discussões. Faz-se obrigação pensar qual seria o papel da mulher comunista nos dias de hoje.
É importante notar que, na atual conjuntura, não existe mais um grande bloco socialista, passando assim a falsa impressão de triunfo do sistema do capital. Uma ideologia dominante aponta que de agora em diante só é possível fazer mudanças sobre o próprio sistema capitalista. Até mesmo movimentos e partidos comunistas têm se adaptado a propostas reformistas e sua militância tem sido ora arrefecida, ora esvaziada. As mulheres ainda estão em pequeno número nos partidos e movimentos sociais, salvo raras exceções.
Aos insatisfeitos com esse sistema altamente predatório, resta tomar para si ideologias que sirvam de arma para derrubá-lo. Enquanto houver capitalismo haverá competição econômica, individualismo, exploração de um sobre o outro. O que dá origem a mazelas como sexismos, racismos e etnocentrismos. O capitalismo é um sistema de intolerância onde somente o mais forte economicamente consegue sobreviver.
Sendo assim, cabe ao militante de esquerda livrar-se do medíocre contentamento apenas com reformas, seu objetivo final deve ser sempre a derrubada de todos os pilares do sistema e a construção de uma sociedade baseada no coletivismo.
O militante comunista deve ter em si o eterno fervor das lutas de classes, fazendo com que seus entes mais próximos estejam contagiados pela possibilidade de destruir esse sistema de opressão em uma árdua batalha. Através de um processo de conscientização popular, onde a mulher tem papel importantíssimo, far-se-á com que a alienação seja afastada, dando consciência de classe aos oprimidos.
Integrar a mulher não significa masculinizá-la. Pelo contrário, deve se objetivar torná-la consciente de sua feminilidade. Homens e mulheres devem construir uma sociedade de cooperação entre os gêneros, deixando de existir uma relação de superioridade e inferioridade entre os sexos. Finalmente obter-se-á uma convivência onde um se torna complementar ao outro.
Essas são as principais tarefas da mulher comunista atual:
- Exigir melhores condições de trabalho e igualdade salarial diante do homem (não esquecer que essas mudanças são temporárias já que seu objetivo final é alcançar o fim da relação patrão versus empregado).
- Realizar a manutenção do pensamento de justiça e igualdade de direitos dentro de sua casa, educando seus filhos com a mentalidade voltada para a cooperação entre homem e mulher.
-Levar a ideologia defensora de uma sociedade sem classes e sem preconceitos para a faculdade, igreja, encontros com amigos etc.
Como pode-se perceber é obrigação da mulher comunista ser vanguarda entre os cidadãos. Estar inteiramente envolvida na política de seu país e ter como prática cotidiana a luta pelo fim não só da alienação feminina, bem como o fim de todo tipo de alienação. Assim será dado o primeiro passo para que seus filhos nasçam em uma sociedade que não suporte mais a exploração de um humano pelo outro.
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